Gonçalo da Silveira PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

 

 

Tudo começou assim: o mais famoso missionário jesuíta português em terras de África e protomártir da África Austral, D. Gonçalo da Silveira, filho dos Condes da Sortelha e irmão de D.Álvaro da Silveira, capitão da Índia, nasceu em Almeirim a 23 de Fevereiro de 1521 e foi martirizado no Monomotapa a 15 de Março de 1561. Doutorado em Teologia e grande Pregador, foi primeiro Superior da Comunidade e Igreja de São Roque, inaugurada no Dia da sua Profissão Solene, proferida perante a corte real com São Francisco de Borja como orador. Pede a Missão da Índia, onde foi Provincial de 1556 a 1559. Em seguida, ofereceu-se para África, vindo a ser missionário nas terras ao longo do rio Zambeze, desde a sua foz (Moçambique) até Monomotapa (Zimbabwé), onde é martirizado e acusado de feiticeiro com apenas 40 anos de idade.

É reconhecido como “Venerável” estando já introduzido o processo da sua “beatificação”. Camões canta-o no Canto X dos Lusíadas, Nº93 e consagra-lhe o poema Nº37 do I tomo das Rimas:

“Vê do Benomotapa o grande Império,
Da selvática gente, negra e nua,
Onde Gonçalo morte e vitupério
Padecerá, pola Fé santa sua.
Nace por este incógnito Hemispério
O metal por que mais a gente sua.
Vê que do lago donde se derrama
O Nilo, também vindo está Cuama.”
Canto X dos Lusíadas, nº93

A Fundação Gonçalo da Silveira, hoje em dia, tenta que este poema seja a sua constante fonte de inspiração. DAR A MÃO é a nossa missão!